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Carlos Prado Filho fala sobre o investimento em TI no Ceará

postado em 10 de ago de 2010 11:19 por Usuário desconhecido   [ atualizado em 11 de set de 2013 13:34 por Usuário desconhecido ]

Presidente da UNUM fala de investimentos em Tecnologia da Informação, mão de obra e expansão da empresa


O Nordeste é um pólo cada vez mais reconhecido em todo o país pela atração de investimentos em diversas áreas. No entanto, empresas como a UNUM, especializadas em soluções de Tecnologia da Informação (TI), estão à procura de novos mercados pelo Brasil. A estratégia está nos planos do presidente Carlos Prado Filho (Caito). "Atualmente, temos clientes em vários estados, sendo nosso foco de atuação principal em São Paulo e Rio de Janeiro", disse em entrevista ao portal InvestNordeste. Caito não informou exatamente o valor desses investimentos, que, segundo ele, devem ser maiores em relação aos já existentes, e a longo prazo.
 
Ele também toca em um assunto bastante relevante para as empresas de TI: mão de obra qualificada. Para ele, é um desafio a ser superado. No Ceará, empresas de TI devem investir somente este ano cerca de R$ 300 milhões, valor médio de apenas 0,5% do PIB do Estado.
 
 
InvestNordeste - Qual a importância atualmente de uma empresa investir em Tecnologia da Informação (TI)?
Carlos Prado Filho (Caito) - Dependendo do seu negócio, fundamental! Existem negócios onde investir em TI ainda não é importante. Quando os primeiros bancos começaram a investir maciçamente em TI, as pessoas não entendiam o motivo. O mesmo ocorre hoje em diversos ramos de atividades econômicas. A pergunta base é "Como TI pode criar um diferencial no meu negócio, em relação aos meus concorrentes?”. Somente quando o seu cliente perceber e valorizar esta diferença é que se deve investir em TI. Caso contrário, este investimento passa a ser custo, reduzindo a lucratividade do negócio!

IN - O gasto este ano das empresas cearenses em TI é de aproximadamente R$ 300 milhões. Esse número é alto? Comparando o Estado a outros do Nordeste, como estamos em investimentos em TI?
CP
- Não conheço os números dos outros estados, mas podemos afirmar que os números do nosso estado são baixos se comparado com números nacionais. O investimento médio das empresas nacionais com TI, dependendo do setor, varia entre 3% a 6% da receita liquida. Fazendo um cálculo simples, se tomarmos como base a estimativa do Ipece, o PIB cearense deverá alcançar um valor de R$ 65,74 bilhões em 2010, teremos que a média de nosso estado é de aproximadamente apenas 0,5%!

IN - A UNUM é uma empresa cearense. Vocês têm projetos de expandir a área de atuação da empresa para outros estados do País?
CP -
Atualmente, temos clientes em vários estados, sendo nosso foco de atuação principal em São Paulo e Rio de Janeiro. Nestas capitais, deveremos fazer um investimento maior ou longo neste ano.

IN - Para este ano, qual o volume de investimentos feito por vocês somente no primeiro semestre?
CP -
Se contamos os investimentos com pesquisa e infraestrutura, já foram gastos mais de R$ 1,1 milhão no primeiro semestre.

IN - Qual a margem de lucro este ano? Vocês esperam crescer? Que fatores primordiais são responsáveis por este cenário na empresa?
CP -
Ano passado, crescemos 69% e continuamos num ritmo forte de crescimento este ano com grandes negócios em SP e RJ. Este crescimento é impulsionado pela necessidade das empresas em investir em soluções diferenciadas de gestão empresarial que ajudem as empresas a continuar crescendo. Hoje, as empresas estão buscando soluções que ofereçam muito mais que o básico. A integração de todos os processos, atendendo as obrigações legais (NF-e, Sped Fiscal, Sped Contábil, etc) e melhorias de processos de negócios, utilizando o que existe de mais moderno em tecnologia, é fundamental.

IN - Qual o cenário do setor de TI no Ceará?
CP -
O setor tem crescido muito. Hoje temos empresas sólidas atuando fortemente em outros estados e no exterior. Nosso maior problema é a falta de mão de obra qualificada.

IN - Sobre isso mesmo, mão de obra qualificada. Está difícil conseguir mão de obra preparada e capacitada para o setor no Estado?
CP -
Isso sempre será um problema. A qualidade é a questão fundamental. O setor de TI precisa de pessoas com experiência. Algumas empresas conseguem desenvolver programas próprios para qualificar novos profissionais e, num curto espaço de tempo, produzir resultados. Outras, como a nossa, necessitam de mão de obra muito especializada. Encaramos isso como um bom desafio!

IN - Como vocês prestam serviços de TI às empresas, qual a maior necessidade delas? Qual o perfil da maioria dos clientes?
CP -
Nossos clientes buscam soluções de gestão empresarial que ajudem no crescimento de seus negócios. Normalmente nos envolvemos com todas as áreas da empresa, melhorando processos e automatizando tudo o que for possível. O resultado deste belo trabalho são soluções únicas criadas para cada cliente que estendem o funcionamento padrão do UNUM ERP e ajudam nossos clientes a serem cada vez mais competitivos.

IN - A UNUM tem muitos clientes em todo o Brasil. A que vocês atribuem essas conquistas?
CP -
São vários os motivos que levam um cliente a optar por uma solução de gestão empresarial (ERP). Dentre estes vários motivos, podemos destacar dois: tecnologia de ponta e qualidade do serviço. A tecnologia é fundamental quando olhamos para o longo prazo. A decisão de investimento errada pode custar muito ao longo do tempo. A qualidade do serviço é fundamental para uma relação a longo prazo. Quando falamos de "qualidade", incluímos diversos fatores e talvez, o maior deles seja a confiança. Em um relacionamento duradouro, a confiança é conquistada ao longo do tempo. O testemunho de cada cliente atual é fundamental para o fechamento de novos negócios.

Fonte: portal InvestNE