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Como fazer para configurar uma instância do Engine como servidor de aplicação?

postado em 28 de mai de 2010 11:18 por Usuário desconhecido   [ atualizado em 21 de mar de 2016 13:39 por Paulo Cesar Moreno ]
Este artigo demonstra como realizar a configuração de uma instância do Engine para funcionar como servidor de base de dados e servidor de aplicação.

A configuração é simples, detalhamos o passo-à-passo abaixo:
  1. Primeiramente verifique se o driver cliente do banco de dados está instalado na máquina. Se, por exemplo, o seu SGBD for ORACLE, deverá ser instalado o Oracle Client. Caso ele seja o MS SQL 2008, será necessário instalar o SQL Server Native Client
  2. Crie um atalho para chamar o Engine colocando a opção -s como parâmetro. Saiba mais sobre os parâmetros de configuração Aqui;
  3. Execute o Engine através do atalho criado e entre no Manage usando a opção: Clique com botão direito no ícone do Engine e abra o Manage;
  4. No Manage, vá em: Configuration\Databases e configure a seguinte forma;
    1. No campo Name, informe um nome para base de dados. Este não precisa coincidir com o nome do banco de dados do SGBD.
      É recomendável usar o prefixos para os nomes das bases. Os prefixos são definidos de acordo com a finalidade da base. Por exemplo: Suponha que a base de producão se chame MINHABASE, neste caso a base de desenvolvimento deverá ser DMINHABASE, a base de homologação deverá se chamar HMINHABASE, a base de treinamento deverá se chamar TMINHABASE e a base de backup deverá se chamar BMINHABASE.
      IMPORTANTE: É extremamente importante ter cuidado ao informar o NOME DA BASE que é publicado no servidor de aplicativos. O fato de duas bases distintas possuírem o mesmo nome pode acarretar sérios problemas de integridade no banco de dados do SGBD.

    2. No campo Type
      1. Informe ORACLE se o seu SGBD for Oracle;
      2. Informe MSSQL se o seu SGBD for SQL Server 2000, ou MSSQL_ODBC se for o SQL Server 2008 ou superior.
      3. Informe PGSQL se o seu SGBD for PostgreSQL.
    3. No campo Reference, informe a referência para o banco de dados no SGBD.
      1. Se o SGBD for ORACLE, deve haver um cliente ORACLE na mesma máquina que o serviço engine de aplicação. Esse cliente, por sua vez, deve possuir uma instância configurada para um servidor ORACLE. Assim, neste campo, deverá ser informado o Alias(nome da instância) do banco de dados(Service Name) que é definido no arquivo tnsnames.ora;

      2. Se o SGBD for o Microsoft SQL Server, deverá ser informado o Nome da máquina ou IP e o nome da base no SGBD no seguinte formato: NOME_OU_ENDERECO_DO_SERVIDOR\NOME_SERVICO_SQLSERVER:NOME_BASE. Note que há uma barra invertida ( \ ) separando o nome ou endereço do servidor do nome do serviço, e dois pontos ( : ) separando o nome do serviço do nome da base. Caso esteja utilizando o driver antigo MSSQL (SQL Server 2000), o formato é apenas NOME_OU_ENDERECO_DO_SERVIDOR:NOME_BASE.

      3. Se o SGBD for PostgresSQL, deverá obedecer o seguinte formado Host:NomeDaBase ou Host:Porta:NomeDaBase.
    4. No campo MDBC, informe a quantidade máxima de conexões que podem ser abertas contra o SGBD;
    5. No campo UserId, informe o nome de usuário no SGBD;
    6. No campo Password, informe a senha de acesso ao SGBD;
    7. O campo Enable deve está marcado;
  5. No manage, em Configuration\Ports, realize as seguintes configurações:
    1. No campo Port, informe número da porta que o servidor estará ouvindo;
    2. Mantenha o campo Server Address vazio;
    3. No campo Protocol, informe o protocolo que esta porta irá atender. Neste caso deverá ser informado HTTP/IAP, para permitir acesso via Browser(HTTP) e via Engine(IAP);
    4. Os campos Certificate File, Private Key File e Chipher List devem ser usados se a porta que estiver sendo configurada estiver usando o protocolo HTTPS (Conexão segura);
    5. Marque o campo Disable On Startup para bloquear o acesso a base de dados enquanto o servidor estiver carregado o cache local;
    6. Marque o campo Enabled.
  6. No Manage, em Configuration\Domains (*1), realize as seguintes configurações:
    1. No campo Host (*2), informe o nome do domínio. Informe default para atender qualquer requisições de qualquer domínio.
    2. Mantenha o campo Port em branco;
    3. No campo DB Server Host, informe o nome do servidor UNUM de banco de dados. Neste caso como o servidor de banco de dados é o mesmo servidor de aplicação, informe o valor 127.0.0.1;
    4. No campo DB Server Port, informe a parte do servidor UNUM de banco de dados, como neste caso o servidor de banco de dados e o servidor de aplicação são o mesmo iremos informar o valor 8080(Valor configurado no sub-item 1 do item 5)
    5. No campo DB Name, informe o nome da base de dados UNUM. Como o servidor de bases de dados é o mesmo servidor de aplicação, o nome deverá ser o mesmo nome informado no sub-item 1 do item 4.
    6. Mantenha o campo Prefix URL vazio;
    7. Marque o campo Enable;
  7. Reinicie o Engine para que ele possa subir ouvindo a porta configurada no sub-item 1 do item 5.


(*1) Configuration/Domains: Aqui é possível redirecionar o usuário para uma determinada base com base do domínio da URL usada pelo usuário)

(*2) Configuration/Domains/Host:
O Engine ao receber uma requisição através de uma URL, poderá realizar, com base no domínio da URL, o desvio para o banco de dados informado nos campos DB Server Host, DB Server Port e DB Name.

Exemplo de desvio por domínio:
  Se o servidor contiver os seguintes domínios configurados:
    - Host: dominio01.com.br   DB Server Host: 192.168.0.10   DB Server Port: 1353   DB Name: BANCO01
    - Host: dominio02.com.br   DB Server Host: 192.168.0.11   DB Server Port: 1354   DB Name: BANCO02
  *Se o usuário acessar usando a URL: http://dominio01.com.br/ ele será desviado para a base BANCO01
  *Se o usuário acessar usando a URL: http://dominio02.com.br/ ele será desviado para a base BANCO02

Recomendamos usar sempre o domínio default para que, no caso em que a URL usada pelo usuário não confira com nenhum domínio pré-definido, o desvio ocorra para uma base default.

É possível que a rede na qual se encontra o servidor de aplicação esteja configurada de tal forma que a URL que chegue no servidor alterada. Servidores de DNS poderão mudar o domínio da URL.